O corpo em repouso.
Estofados, tecidos e fibras naturais: conforto como proporção, não excesso.
Conforto não é excesso de maciez. É precisão silenciosa.
Está na altura do assento, na inclinação do encosto, na densidade do estofamento, no toque de um tecido natural, na palhinha que cede sem perder estrutura. A peça confortável não abandona o corpo; sustenta o corpo para que o tempo possa passar.
Esta curadoria reúne sofás, poltronas, bancos estofados e peças de permanência em que materialidade e proporção trabalham juntas. Linho, bouclé, algodão, couro, palhinha e madeira aparecem não como superfície decorativa, mas como contato — aquilo que a casa oferece ao corpo.
Aqui, sentar não é gesto automático. É uma pausa desenhada.
São peças que recebem sem perder presença, acolhem sem ceder no desenho e fazem do repouso uma forma de arquitetura.
