A geologia da casa.
Mármores, granitos e ônix como memória mineral — a matéria que atravessa milênios antes de chegar ao projeto.
Antes de ser superfície, a pedra é tempo comprimido.
Mármore, granito, ônix e quartzito não entram em uma casa apenas pela cor ou pelo polimento. Entram pela densidade que carregam: veios formados lentamente, camadas de pressão, acidentes minerais, desenhos que nenhuma mão humana seria capaz de repetir.
Esta curadoria reúne peças em que a pedra não aparece como revestimento, mas como presença. Tampos, bases, centros, aparadores e objetos em matéria mineral brasileira — escolhidos pelo desenho do veio, pela escala, pelo corte e pela maneira como sustentam o espaço.
A pedra boa não precisa parecer rara. Ela precisa parecer inevitável. Quando bem escolhida, organiza peso, silêncio e permanência.
Aqui, a casa recebe algo mais antigo do que ela: uma matéria que já atravessava o tempo antes de virar forma.

